22 de março: Todos em defesa das aposentadorias

Mais uma vez os movimentos sociais e sindicais irão ocupar as ruas em todo o país para defender o direito dos trabalhadores a aposentadoria. Mesmo com o esforço hercúleo que o governo Bolsonaro vem fazendo para tentar cooptar parlamentares para aprovar uma reforma que do jeito que foi elaborada irá impedir que a maior parte da população consiga se aposentar ou quando aposentar será com um valor ínfimo e que não será suficiente para a sobrevivência.

Essa reforma só serve para beneficiar os bancos que irão especular com os fundos e enriquecer ainda mais seus acionistas.

No Maranhão as Centrais sindicais, movimentos populares e estudantis estão preparando Atos políticos e protestos em várias cidades de todas as regiões do estado.

Em São Luís os trabalhadores farão Ato em frente a agencia do INSS no Parque do Bom Menino a partir das 7 horas da manhã para depois segui em caminhada até a Praça Deodoro.

O Ato está sendo organizado pelo conjunto das Centrais sindicais e seus sindicatos filiados, além de representantes dos movimentos sociais.

Esse modelo de previdência que está sendo proposto por Bolsonaro foi adotado no Chile durante a ditadura de Pinochet e hoje o povo chileno está pagando caro por isso, inclusive com o aumento significativo de mortes de idosos por suicídio.

“Nós não aceitaremos que o governo de plantão ataque e destrua desse jeito todo o sistema de previdência e assistência que é a única garantia de sobrevivência a milhões de brasileiros. Portanto, chamamos nossos filiados a participar do dia nacional de lutas em defesa das aposentadorias que acontecerá na sexta-feira 22”, disse Raimundo pereira, presidente do Sindsep/MA.

 

Dia 22, Trabalhadores e sociedade irão ocupar as ruas em defesa da aposentadoria

Para tentar aprovar a reforma da previdência prometida aos banqueiros, o governo Bolsonaro usa de todas as prerrogativas republicanas e não republicanas. Além de negociar cargos de segundo e terceiro escalão, liberar mais de um bilhão de reais para os congressistas, editou a Medida Provisória 873 que entre outras coisas infringe contrato de consignação das entidades na tentativa de enfraquecer os sindicatos e centrais sindicais para dificultar a mobilização e enfrentamento à reforma da previdência.

Os sindicatos já entraram na Justiça e em muitos casos já foram deferidas liminares garantindo a livre organização sindical e o cumprimento dos contratos firmados entre as entidades e o Ministério do Planejamento. Algumas entidades sindicais e a própria OAB também já entraram com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) junto ao Supremo Tribunal Federal para derrubar a MP 873.

“Mais uma vez o governo tenta de forma truculenta diminuir a influência dos sindicatos juntos aos trabalhadores para silenciar a categoria e assim tentar aprovar na marra essa reforma da previdência que será uma verdadeira calamidade para todos os trabalhadores. Nós não aceitaremos e estamos mobilizando a sociedade para juntos ocuparmos as ruas contra essa tragédia”, afirmou Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA.

Todas as centrais sindicais e seus sindicados filiados estão mobilizando seus filiados em todo o Brasil para juntos ocuparem as ruas e assim mostrar aos deputados e senadores e toda a sociedade que essa reforma fere de morte o direito a aposentadoria de milhões de brasileiros.

Em São Luís, as centrais sindicais e seus sindicatos estão organizando um grande ato com os trabalhadores públicos e privados do campo e da cidade dos diversos ramos. A expectativa é de mobilizar milhares de trabalhadores e membros dos movimentos sociais para protestar contra a reforma e orientar aqueles que ainda não perceberam o tamanho do prejuízo que essa medida trará aos brasileiros.

Sindicalistas de Países latinos e norte-americanos relatam estratégias para vencer retrocessos

Sindsep/MA participou do Seminário Internacional de Resistência e Organização Sindical realizado pela Internacional de Serviços Públicos (ISP Interaméricas) em parceria com a Condsef/Fenadsef nos dias 13 e 14 de março, no Hotel Brasília Imperial.

Sindicalistas do Canadá, Chile, Estados Unidos, Peru e Uruguai apresentaram experiências sobre mobilização de trabalhadores em situações adversas, inclusive relatando suas próprias vivencias sob regimes conservadores e neoliberais.

Também foram incorporados à discussão debates sobre previdência, as alterações nas leis trabalhistas e os impactos que a aprovação da MP 873/2019 trariam para as entidades sindicais.

“Esse é um debate atual e importante para o movimento sindical e para a garantia dos direitos dos trabalhadores. Ouvir as experiências de quem já enfrentou os mesmos problemas nos ajudará a encontrar a uma saída de forma mais rápida e segura”, disse Valter Cezar Figueiredo, diretor de Comunicação do Sindsep/MA e diretor da Condsef.

Antes de assumir como presidente, Bolsonaro já preparava os ataques aos trabalhadores ajudando a acelerar a aprovação da Reforma Trabalhista, no governo de Temer. Agora, depois de eleito extinguiu o Ministério do Trabalho, encaminhou a PEC 06/2019, que visa desmontar a previdência pública e na tentativa de inibir a luta dos sindicatos, editou a Medida Provisória 873/2019, que altera a forma de contribuição sindical dos trabalhadores.

“O Governo está tentando de todas as formas impedir que os sindicatos organizem os trabalhadores contra essa Reforma da Previdência  perversa que  Tira o direito dos trabalhadores a aposentadoria. Essa MP 873/2019 é só mais uma artimanha para tentar dobrar os sindicatos. Não conseguirão. Já atravessamos muitas dificuldades e essa será só mais uma a ser vencida” disse Raimundo Pereira, Presidente do Sindsep/MA

O Sindsep/MA estava representado no Seminário pelo presidente Raimundo Pereira e pelos diretores de administração e finanças, Manoel Cecílio e Manoel Lages; pelo diretor de formação, João Carlos Martins e pelo diretor de Comunicação, Valter Cezar Figueiredo.