Congresso mais à direita: nenhum direito está garantido

O resultado das eleições de 2026 mudou a correlação de forças no Congresso Nacional. A ampliação das bancadas de direita e de setores conservadores abre espaço para uma agenda que pode trazer impactos profundos sobre os trabalhadores, os servidores públicos e os serviços oferecidos à população.

A partir de 2027, o Congresso terá uma presença ainda maior de parlamentares identificados com propostas de redução do papel do Estado, contenção dos gastos públicos, ampliação das terceirizações e participação privada na execução de políticas públicas.

Para quem vive do trabalho e depende dos serviços públicos, é preciso ligar o sinal de alerta.

O ataque ao serviço público já voltou à pauta e os servidores precisam entender seu papel nessa disputa. A chamada reforma administrativa é um dos temas que merece atenção permanente. Medidas dessa natureza podem atingir não apenas os servidores que estão hoje no serviço público, mas também as futuras gerações de trabalhadores e a própria capacidade do Estado de prestar serviços de qualidade à população.

Tem dois projetos de estado bem diferentes em disputa: propostas que alteram carreiras, formas de contratação, estabilidade, previdência, orçamento e organização do Estado que podem ganhar novo impulso, principalmente pela força conquistada no Congresso ou a manutenção de um projeto que continuará fortalecendo os serviços públicos e valorizando os servidores.

Não se trata de uma disputa restrita aos servidores. Quando o Estado perde capacidade de atuação, quem depende de saúde, educação, assistência, previdência, fiscalização e demais políticas públicas também sente as consequências.

Austeridade não pode significar retirada de direitos. O discurso da responsabilidade fiscal frequentemente coloca os servidores e os serviços públicos no centro do debate sobre despesas do Estado.

A defesa do serviço público passa, necessariamente, pela valorização de quem trabalha nele.

Nenhum direito foi dado de presente. A classe trabalhadora conhece essa história. Direitos trabalhistas, previdenciários e sociais foram conquistados depois de décadas de organização, greves, mobilizações e enfrentamentos. E tudo aquilo que foi conquistado pode ser desmontado muito rapidamente.

Cada voto é importante nesta disputa de Estado. Cada ataque aos trabalhadores precisa encontrar resistência organizada. A resposta está na organização da categoria.

O fortalecimento da direita no Parlamento cria dificuldades, e nos impõe ainda mais cuidado na escolha para o comando do executivo.

A história mostra que mobilização social também interfere nos rumos do país. Quando trabalhadores e servidores se organizam, ocupam as ruas, pressionam e constroem unidade, conseguem barrar retrocessos e conquistar avanços.

É nesse terreno que todos devem atuar: informando, organizando e mobilizando a categoria.

Precisamos fortalecer a unidade entre os servidores, dialogar com a população e construir uma ampla frente em defesa do serviço público e dos direitos sociais.

A nova correlação de forças no Congresso Nacional já está recolocando na pauta propostas que atingem servidores, direitos trabalhistas e serviços públicos. O momento exige organização, informação e muita mobilização contra esse projeto de governo defendido pela direita bolsonarista.

O que está em jogo é o futuro do serviço público.

Antes de votar, conheça a trajetória de quem pede seu voto

Está chegando o dia. Agora, realmente estamos às vésperas das eleições de 4 de outubro, quando a classe trabalhadora é chamada a exercer o voto de forma consciente e informada. Mais do que ouvir promessas e discursos de campanha, é importante conhecer a trajetória dos candidatos e candidatas, suas posições e a forma como atuaram ao longo de sua vida pública. Afinal, as decisões tomadas no Congresso Nacional têm impacto direto sobre os serviços públicos, os direitos sociais e a vida dos trabalhadores.

Nesse sentido, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, chama a atenção para a importância de consultar informações sobre a atuação dos parlamentares. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele apresenta a plataforma Quem é Quem no Congresso, desenvolvida pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), que permite consultar informações e acompanhar a atuação de deputados federais e senadores.

O presidente Sergio Nobre chamou a atenção que a ferramenta é muito importante e deve ser utilizada como instrumento de pesquisa para quem pretende conhecer melhor os candidatos. A proposta é que o eleitor não se limite às promessas feitas durante o período eleitoral, mas procure verificar o histórico político, as posições assumidas e os interesses que cada candidato defendeu ao longo de sua trajetória.
Promessas de defesa da saúde, da educação, dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores precisam ser confrontadas com a prática. Para o presidente do Sindsep/MA, João Carlos Lima Martins, especialmente para a classe trabalhadora, essa análise é especialmente importante, já que projetos e votações no Congresso podem representar avanços ou mudanças significativas nas relações de trabalho, na previdência, na valorização do serviço público e nas políticas sociais. “Os servidores públicos já foram muito massacrados por grande parte destes candidatos que ai estão e nós não podemos errar de novo, precisamos votar em quem realmente tem serviços prestados à categoria”, , afirmou o presidente João Carlos.”

Por isso, antes de decidir o voto, é importante pesquisar, comparar informações e conhecer o histórico de quem pretende ocupar uma cadeira no Congresso Nacional. O voto é uma ferramenta de participação política e deve ser exercido com responsabilidade, considerando as posições e ações concretas de cada candidato, e não apenas o discurso apresentado durante a campanha.

Para o movimento sindical, fortalecer a participação consciente dos trabalhadores também significa ampliar o debate sobre os rumos do país e a defesa dos direitos sociais. Conhecer quem são os candidatos, o que fizeram e quais posições assumiram ao longo de sua trajetória é uma forma de contribuir para um processo eleitoral mais informado e para que cada trabalhador possa tomar sua própria decisão nas urnas. Para tanto, use a plataforma “Quem é Quem no Congresso” www.quemequemnocongresso.org.br