Descaso com trabalhadores e trabalhadoras da Ebserh/MA faz greve entrar no 6º dia

Trabalhadores da EBSERH no Maranhão entram no 6º dia de greve com o movimento coeso e fortalecido pelo engajamento da categoria mesmo sofrendo ameaças e assedio por parte da direção da empresa.

Não é aceitável que os trabalhadores e trabalhadoras que cuidaram de nossa população nos momentos mais críticos da pandemia sejam tratados com tamanho descaso. Já são mais de três anos sem recomposição salarial e o que ainda pior, sem negociações concretas com os trabalhadores.

A greve não boa para ninguém, mas esse foi o ultimo recurso da categoria para tentar resolver esse imbróglio criado pela direção da EBSERH que parece não ter fim. Somente a paralisação dos trabalhadores e trabalhadoras forçará a empresa a voltar a negociar os pontos conflitantes do ACT.

“Não é razoável que essa categoria que foi tão importante na maior crise sanitária dos últimos cem anos no Brasil seja tratada dessa forma desrespeitosa. Com tanto dinheiro entregue ao Centrão através de emendas secretas nós não aceitaremos perder direitos e ficarmos mais tempo sem reajustes”, afirmou João Carlos Martins, presidente do Sindsep/MA.

É importante destacar que a greve é um direto LEGAL dos trabalhadores, é nacional e já está efetiva em 17 estados e dois em mobilização, já sendo considerada a maior paralisação dos empregados e empregadas na EBSERH na história. “A categoria precisa continuar unida na greve e mobilizada para fazer o enfrentamento a esse governo que não respeita os trabalhadores e a própria sociedade que precisa dos cuidados da categoria”, disse Marcos Ferreira, trabalhador da EBSERH e diretor de comunicação do Sindsep/MA.

 

Jurídico detalha percentual estabelecido em liminar do TST para greve da Ebserh

A greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Ebserh entrou hoje, 23, no terceiro dia de mobilização.

No Maranhão, as atividades estão acontecendo durante todo o dia, com caminhadas nas primeiras horas da manhã pelas avenidas que circundam o Hospital Universitário Presidente Dutra.

A categoria está mobilizada e unida na luta por uma resposta satisfatória para os trabalhadores com relação ao ACT 2022/2023.

TST

A assessoria jurídica da Condsef/Fenadsef, LBS Advogados, elaborou esclarecimentos técnicos que detalham o que a liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) – a pedido da direção da Ebserh – assegura aos empregados em termos de percentuais de adesão à greve por tempo indeterminado iniciada nessa quarta-feira, 21, em todo o Brasil. O movimento paredista aprovado em plenária nacional pela maioria absoluta da categoria é visto como último recurso num processo de tentativa de negociações sem avanços junto à direção da empresa.

A greve é nacional e já começa forte e unificada. Para as entidades, a decisão liminar do TST dá todas as condições de manter o movimento, com o objetivo de fazer com que a empresa abra um processo de negociação, de fato, com a categoria.

Nessa quarta o comando nacional de mobilização realizou uma reunião de emergência que debateu as orientações para que a categoria possa, sem riscos, lutar por seus direitos que estão ameaçados.

Todo o apoio político e jurídica à greve dos trabalhadores da Ebserh vai continuar sendo dado. A assessoria jurídica da Condsef/Fenadsef vai apresentar junto aos autos do processo no TST defesa referente à notificação sobre dissídio de greve apresentado pela empresa, que inclui pedido de julgar coletivamente cláusulas sociais e econômicas. Ao mesmo tempo, será solicitado ao TST a reabertura do processo de mediação dos ACTs ainda pendentes.

O Comando Nacional de Greve irá se reunir diariamente para promover avaliação permanente e fazer os encaminhamentos sobre a greve. As informações continuam sendo divulgadas aqui em nossa página e em nossas redes sociais. Acompanhe.

Explicações à sociedade

Cientes de sua responsabilidade para com a saúde da população, os empregados da Ebserh divulgaram uma carta à sociedade destacando cinco motivos centrais que fizeram com que a categoria decidisse pela greve nacional. Com 40 hospitais no atendimento de média e alta complexidade, os empregados não conseguem ver interesse da direção da empresa nas resoluções de acordos coletivos de trabalho que se arrastam há anos e que atenderiam a quase 40 mil trabalhadores.

Em plena pandemia, os empregados e empregadas da Ebserh viveram o que chamam de “tempos sombrios” com a atual gestão da empresa. Com rotinas extenuantes e vivendo durante a pandemia de Covid-19 um dia a dia de trabalho não só desgastante como arriscado, a categoria se viu desrespeitada e desvalorizada por quem tem a obrigação constitucional de reconhecer a importância desse trabalho essencial para a sociedade: o próprio governo.

A categoria conclui a carta destacando o reconhecimento da sociedade pelo trabalho desempenhado, mas que, infelizmente, se vê invisível para o governo. Por isso, a decisão de iniciar uma greve por valorização e preservação de direitos foi o caminho encontrado. “Apoiem-nos nesta batalha pela valorização dos serviços públicos. O BRASIL precisa disso!”, pedem à população.

Com informações repassadas pela Condsef/Fenadsef

 

Trabalhadores da Ebserh/MA entram em greve por tempo indeterminado

Trabalhadoras e trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH no Maranhão entraram em greve por tempo indeterminado para exigir o fim dos impasses no processo de negociação entre a empresa e a categoria.

O movimento é nacional e está mobilizando praticamente toda a categoria em todos os estados da federação, sendo mantidos apenas os serviços essenciais e inadiáveis à população.

Já são três anos sem a assinatura de Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), em todas as negociações durantes esses três anos, a empresa travou o processo, negando reajustes e ainda e tenta impor a retirada de direitos da categoria a todo custo.

“Nós estamos tentando negociar com a direção da empresa respeitando seus limites, mas não podemos aceitar que além de não termos o reajuste necessário e justo para os trabalhadores a direção da EBSERH ainda queira tirar nossos direitos duramente conquistados ao longo dos anos.”, disse Ilana Maira, dirigente do Sindsep/MA e representante dos trabalhadores na Mesa de Negociação nacional da EBSERH.

A paralisação começou às 7 manhã de hoje com um pequeno café da manhã disponibilizado pelo Sindsep aos trabalhadores e trabalhadoras e seguirá por tempo indeterminado até que as reivindicações da categoria sejam atendidas.

O Sindsep/MA estará dando toda a infraestrutura necessária para manter a mobilização e o fortalecimento do movimento paredista. “Nós estamos trabalhando junto aos nossos diretores e delegados sindicais de base na EBSERH para garantir a estrutura e a mobilização da categoria e assim construirmos uma greve forte de forma a pressionar a empresa a atender nossas reivindicações”, disse Raimundo Pereira, vice-presidente do Sindsep/MA.