Diário Sindsep Nº 3505 – 25/04/2018

Nova ameaça de adiar reajustes já negociados mostra urgência de luta contra a política em curso de desmonte do Estado

Errata

Assembleia Geral Anual de Prestação de Contas Edital de Convocação Nº016/2018 / Republicação Nº01

Reunião do Conselho Deliberativo / Edital De Convocação Nº015/2018 / Republicação Nº01

Assembleia Geral Extraordinária / Edital De Convocação Nº 014/2018 / Republicação Nº 01

 

 

Presidente da Geap é convidado a explicar reajuste em planos de saúde de servidores

O presidente do Conselho de Administração da Geap Autogestão em Saúde, Marcus Vinícius Severo de Souza Pereira, participa nesta terça-feira (24) de audiência pública na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) para esclarecer os recentes aumentos das mensalidades e a coparticipação nos planos de saúde dos servidores públicos federais do Executivo. Também foi convidado o defensor nacional de Direitos Humanos da Defensoria Pública da União (DPU), Eduardo Nunes de Queiroz.

A iniciativa da audiência é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele explica que a Geap, segundo dados de sua própria página na internet, tem mais de 600 mil beneficiários, sendo que quase metade é da faixa etária acima de 60 anos.

“Tais reajustes estão causando um verdadeiro pânico nos servidores de todo o país, uma vez que parte considerável de sua renda, a partir de agora, está comprometida com o pagamento de custos com saúde, área essencial para o bem-estar de suas famílias” critica o senador ao justificar o pedido de esclarecimentos.

Randolfe acrescenta  que, nos últimos três anos, os reajustes no plano foram de aproximadamente 80%, enquanto a inflação acumulada no período foi de menos de 12%.

A audiência terá caráter interativo, com a possibilidade de participação popular. Quem tiver interesse em participar com comentários ou perguntas pode fazê-lo por meio do Portal e-Cidadania e do Alô Senado, através do número-0800612211.

A audiência está marcada para 10h, na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

Fonte: Agência Senado 

Sindsep/MA participa da 6ª Plenária Estadual da Fetram

O Sindsep/MA participou no último sábado, 21, através dos diretores Raimundo Pereira (Presidente), Cleonice Rocha (Vice-presidente), Valter Cezar (Secretaria de Comunicação) e Manoel Lages (Secretaria de Administração, Patrimônio e Finanças), da 6ª Plenária Estadual da Fetram, que teve como temário “Respeito e Valorização ao Servidor como Garantia de um Serviço Público de Qualidade”.

A Plenária teve como foco principal discutir a conjuntura nacional e local, fazendo os parâmetros necessários para o universo do funcionalismo público municipal. Entre outros pontos existentes na programação, estava ainda a discussão de uma possível reformulação estatutária da entidade.

O evento aconteceu no Celebre Eventos, em São Luís, e contou com a participação de representantes dos servidores municipais de vários municípios, além da presença de autoridades, representantes sindicais e atores políticos do Maranhão.

 

Presidente do Sindsep/MA participa de seminário de entidades estudantis

O presidente do Sindsep/MA Raimundo Pereira, participou na manhã da última sexta-feira, 20, do 1º Seminário de Dirigentes de Entidades Estudantis do Maranhão.

O evento organizado pelo Coletivo Para Todos foi realizado no plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão (AL/MA) e teve como objetivo debater a conjuntura criada a partir do golpe e suas consequências para as políticas públicas sob o olhar dos estudantes.

Está cada vez mais claro para os estudantes o desmonte promovido pelo governo golpista de Michel Temer em suas medidas para agradar o mercado e sucatear o setor público, como foi o caso da emenda constitucional 95 que congela investimentos por 20 anos, atingindo principalmente os setores de saúde e educação.

Na sua intervenção, o Presidente do Sindsep/MA, destacou a importância de momentos como esse para a organização da juventude. “É necessário destacar a importância da organização dos estudantes para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, disse.

Raimundo Pereira lembrou ainda que o Sindsep/MA sempre acompanhou e estimulou a organização dos jovens nos Grêmios estudantis da rede IFMA, integrante da Base do Sindsep.

“Sabendo da importância do movimento, sempre estivemos junto com os alunos nesse processo importante de criação e atuação dos grêmios estudantis, por isso fico emocionado ao ver os caminhos que vocês estão trilhando. Parabéns!”, afirmou Raimundo Pereira

 

Com Temer, bancos cobram juros estratosféricos no cheque especial

A Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) vem caindo há um ano e quatro meses, mas os juros do cheque especial são de mais de 500% ao ano e estão 324% mais altos do que os dos empréstimos pessoais.

O Brasil, apesar da propaganda do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), continua sendo um dos países com juros mais altos do mundo. Na Inglaterra, berço do neoliberalismo, os bancos são proibidos de cobrar em qualquer tipo de empréstimo taxas que ultrapassem o dobro do valor do empréstimo contraído. Já na Espanha, o Santander chegou a deixar de cobrar os juros do cheque especial durante seis meses, bem diferente do que as filiais brasileiras.

Análise da evolução do crédito no período recente – 2014-2017, feita pelo DIEESE, mostra que a recessão econômica profunda e longa, com quedas no PIB em 11 trimestres consecutivos, acompanhada de uma crise política e de mudança na condução da política econômica do último período, alteraram a tendência de crescimento do crédito, que vinha ocorrendo no período anterior a 2014. E para crescer, o governo deveria usar os bancos públicos como instrumento de política econômica anticíclica, como foi feito nos governos Lula e Dilma.

No período pós-crise financeira de 2008, essas instituições foram fundamentais para fomentar o consumo, a atividade industrial e manter o crescimento econômico. Já no momento atual, apresentaram comportamento pró-cíclico e aprofundaram a retração da economia, reduzindo a oferta de crédito.

Fonte: CUT

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Metade dos servidores federais poderá se aposentar em dez anos

Metade dos servidores do Executivo federal poderá se aposentar nos próximos dez anos. E a forma como o governo vai repor – ou não – esses profissionais terá grande impacto sobre as contas públicas nas próximas décadas, segundo um amplo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), do Governo Federal.

Realizado ao longo de 2017, o trabalho foi publicado em fevereiro deste ano. Os pesquisadores Bernardo Schettini, Gustavo Pires e Cláudio Hamilton dos Santos fizeram simulações com base em dados do Sistema Integrado de A

dministração de Recursos Humanos (Siape), que abrange os empregados do Poder Executivo Civil Federal.

O estudo concluiu que 28% dos servidores ficariam elegíveis à aposentadoria, preenchendo os requisitos mínimos, até o fim de 2017. Isto é, eles podem deixar o serviço público assim que quiserem. Outros 23%, segundo o estudo, estarão aptos em algum momento ao longo dos próximos dez anos. Ao todo, portanto, 51% dos empregados civis do Executivo federal poderão se aposentar até 2027.

Caso a reforma da Previdência fosse aprovada com o mesmo texto que passou pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em maio de 2017 (a PEC 287-A), o porcentual de servidores que desde já poderiam se aposentar não seria afetado e permaneceria em 28%, mas a proporção dos que se habilitariam para a aposentadoria no decorrer de uma década cairia para 20%, reduzindo assim o total para 48%.

A quantidade efetiva de aposentados nesse período, no entanto, tende a ser menor, porque nem todos os servidores deixam o serviço público logo que conseguem atender aos critérios mínimos de aposentadoria. Em vez disso, parte deles prefere aguardar alguns anos até cumprir condições que permitam um benefício de valor mais alto.

Considerando esse comportamento, os pesquisadores do Ipea fizeram uma “distribuição de probabilidade”, simulando um processo mais gradual de aposentadoria. Nessa estimativa, cerca de 46% dos servidores civis federais devem se aposentar nos próximos dez anos, caso não haja reforma da Previdência.

Se a reforma for aprovada, esse porcentual cai para 36%. E com isso o governo deixa de gastar cerca de R$ 78 bilhões em benefícios previdenciários ao longo de uma década, o equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, dos quais R$ 32 bilhões em pensões por morte e R$ 45 bilhões em aposentadorias.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br