
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no Maranhão intensificaram a greve e ampliaram a mobilização após a proposta apresentada pela direção da empresa, que prevê reajuste equivalente a 80% do INPC — índice abaixo da inflação do período.
A categoria considera a proposta insuficiente e critica a possibilidade de a empresa encaminhar a negociação para dissídio coletivo. Diante desse cenário, houve aumento da adesão ao movimento nos hospitais Universitário Presidente Dutra e Universitário Materno Infantil.

As atividades desta terça-feira começaram com um café da manhã em frente ao Hospital Universitário Presidente Dutra e devem se estender ao longo do dia, com previsão de um balanço das ações no período da noite.
Segundo Raimundo Pereira, diretor executivo da Condsef e vice-presidente do Sindsep/MA, a categoria já negocia há bastante tempo com a direção da empresa.
“Não podemos aceitar que, a esta altura do processo, a EBSERH apresente uma proposta tão abaixo das expectativas da categoria. Os trabalhadores permanecerão em greve e mobilizados até que haja um acordo minimamente aceitável”, afirmou.
Ainda pela manhã, representantes do Sindsep/MA se reuniram com a superintendente da EBSERH no Maranhão, Joice Lages, para discutir a definição do percentual de trabalhadores necessário para manter o funcionamento dos serviços hospitalares durante a greve.
De acordo com João Carlos Lima Martins, presidente do sindicato, foi solicitada a formalização da proposta.
“Pedimos que a planilha seja enviada por escrito para que possamos avaliar a viabilidade junto à categoria”, explicou.
A greve segue por tempo indeterminado, enquanto os trabalhadores aguardam avanço nas negociações.

