Projeto na Câmara busca garantir direitos de acordos coletivos até nova negociação
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O Sindsep manifesta seu repúdio ao cancelamento, pela direção do Coren/MA, de mais uma reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. A medida representa desrespeito aos trabalhadores e compromete o processo de negociação coletiva.
Diante da falta de avanço nas tratativas, o sindicato já acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) e adotará todas as medidas necessárias para garantir o direito à negociação e a defesa da categoria.
O Sindsep reafirma seu compromisso com os trabalhadores do Coren/MA e seguirá firme na luta pela celebração do ACT 2026/2027, sem abrir mão do diálogo, do respeito e da valorização da categoria.
São Luís (MA), 17 de julho de 2026.
Diretoria do Sindsep/MA
A inflação dos alimentos continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias brasileiras. É o que destaca o mais recente boletim de conjuntura do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que analisa as causas da alta dos preços, os limites da política monetária baseada no aumento dos juros e os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que amplia a autonomia financeira e administrativa do Banco Central.
O estudo mostra que, embora a inflação geral esteja relativamente controlada, os alimentos seguem pesando no bolso da população, especialmente das famílias de menor renda. Entre janeiro e maio de 2026, enquanto o IPCA acumulou alta de 3,20%, os alimentos consumidos nos domicílios registraram aumento de 5,68%, aprofundando as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores.
Segundo o Dieese, essa pressão não é resultado apenas do aumento da demanda. A inflação dos alimentos está relacionada a fatores como eventos climáticos extremos, conflitos internacionais, aumento das exportações de commodities, elevação dos custos de produção e concentração de mercado em alguns setores. São fatores que fogem ao alcance da política tradicional de elevação da taxa de juros.
Juros altos não resolvem inflação causada pela oferta
O boletim chama atenção para os limites da política monetária quando a inflação é provocada por problemas de oferta. Nesses casos, aumentar a taxa Selic pouco contribui para reduzir o preço dos alimentos e ainda produz efeitos negativos sobre a economia.
Entre esses impactos estão o encarecimento do crédito, a redução dos investimentos produtivos, a desaceleração da atividade econômica e a diminuição da geração de empregos. Além disso, os juros elevados aumentam as despesas com o pagamento da dívida pública, reduzindo recursos que poderiam ser destinados a áreas como saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais.
Para o Dieese, o combate à inflação exige uma estratégia mais ampla, que inclua fortalecimento dos estoques reguladores, investimentos na capacidade produtiva, políticas cambiais e ampliação da atuação do Estado para reduzir os impactos de choques externos sobre os preços.
PEC 65 amplia debate sobre o papel do Banco Central
O boletim dedica atenção especial à PEC 65, em tramitação no Senado Federal, que propõe ampliar a autonomia financeira e administrativa do Banco Central.
Na avaliação apresentada pelo Dieese, a proposta vai além de mudanças administrativas. A PEC altera a natureza jurídica da instituição, cria fontes próprias de financiamento, modifica regras de governança e prevê que futuros servidores sejam contratados pelo regime da CLT, deixando de ingressar pelo regime estatutário.
Essas mudanças têm gerado amplo debate entre economistas, entidades representativas dos servidores públicos e centrais sindicais. Entre as principais preocupações apontadas estão a redução dos mecanismos de controle sobre uma instituição, a utilização direta das receitas de emissão de moeda pelo próprio Banco Central e os possíveis impactos sobre a condução da política monetária.
O Dieese também ressalta que as decisões do Banco Central têm efeitos diretos sobre o custo do crédito, o investimento produtivo, a geração de empregos, o financiamento das políticas públicas e a distribuição da renda. Por isso, defende que o debate sobre política monetária não deve ficar restrito ao mercado financeiro, mas incorporar representantes do setor produtivo e do mundo do trabalho.
Debate interessa diretamente aos servidores e à sociedade
Para a Condsef/Fenadsef, a discussão apresentada pelo Dieese reforça a importância de acompanhar a tramitação da PEC 65 e seus possíveis efeitos sobre a administração pública, as políticas econômicas e as condições de vida da população.
Ao relacionar a inflação dos alimentos, os limites da política de juros e a proposta de ampliação da autonomia do Banco Central, o boletim evidencia que as escolhas sobre política monetária têm impactos que vão muito além dos indicadores econômicos. Elas influenciam diretamente o emprego, a renda, investimentos nos serviços públicos e o cotidiano da classe trabalhadora.
Fonte: Condsef
Condsef/Fenadsef
Nos últimos meses voltaram a circular informações sobre a possibilidade de inclusão do auxílio-alimentação na base de cálculo do adicional de um terço de férias dos servidores públicos. Diante das dúvidas, a Condsef/Fenadsef consultou sua assessoria jurídica para esclarecer como está o entendimento da Justiça sobre o tema.
A principal discussão é sobre a natureza jurídica do auxílio-alimentação. Em termos simples, a questão é saber se o benefício tem caráter remuneratório (quando integra a remuneração do trabalhador) ou indenizatório (quando serve para ressarcir despesas e não compõe o salário).
Essa diferença é fundamental porque apenas verbas remuneratórias podem integrar a base de cálculo de direitos como o 13º salário e o adicional constitucional de férias.
Em nota, a assessoria jurídica explica que esse entendimento pode variar de acordo com o vínculo do trabalhador com a administração pública e com a legislação aplicável. Em estados e municípios, por exemplo, os estatutos próprios dos servidores podem prever regras diferentes sobre o tema.
No caso dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a situação também depende das características do benefício. Quando o auxílio-alimentação é pago diretamente em dinheiro, por exemplo, há hipóteses em que ele pode adquirir natureza remuneratória, conforme a legislação e a jurisprudência.
Para os servidores públicos federais estatutários, no entanto, a legislação é mais clara. A Lei nº 8.460/1992 estabelece que o auxílio-alimentação possui natureza indenizatória, sendo devido apenas aos servidores em efetivo exercício e sem incorporação ao vencimento, à remuneração, aos proventos ou à pensão.
Esse entendimento já vinha sendo adotado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhecem que o auxílio-alimentação não integra o conceito jurídico de remuneração.
Em 14 de maio de 2025, a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU) consolidou esse entendimento ao julgar o Tema 364.
Na ocasião, foi fixada a seguinte tese:
“O auxílio-alimentação pago aos servidores públicos federais, em razão da sua natureza indenizatória, não integra a base de cálculo do adicional de 1/3 (um terço) de férias.”
Com essa decisão, o entendimento passa a orientar os processos em tramitação nos Juizados Especiais Federais e nas Turmas Recursais de todo o país.
Diante da decisão da TNU, a assessoria jurídica da Condsef/Fenadsef recomenda cautela antes do ajuizamento de ações que tenham como objetivo incluir o auxílio-alimentação na base de cálculo do adicional de um terço de férias dos servidores públicos federais.
Embora ainda possam existir decisões isoladas em sentido diferente, o julgamento do Tema 364 foi considerado representativo de controvérsia, o que significa que a tese deverá ser aplicada aos casos semelhantes em tramitação nos Juizados Especiais Federais.
A Condsef/Fenadsef seguirá acompanhando os desdobramentos da matéria e manterá suas entidades filiadas e a categoria informadas sobre qualquer alteração no entendimento dos tribunais.
>> Confira aqui a Nota Informativa divulgada pela assessoria jurídica
O Projeto de Lei nº 896/2023, conhecido como PL da Misoginia, pode permanecer sem votação na Câmara dos Deputados mesmo às vésperas do recesso parlamentar. A proposta, que busca incluir a misoginia entre os crimes previstos na Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), enfrenta resistência de setores conservadores e da oposição, que alegam que o texto contém conceitos subjetivos e poderia restringir a liberdade de expressão e manifestações de cunho religioso.
Diante da possibilidade de novo adiamento, mais de 700 mulheres ligadas a centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e organizações da sociedade civil participaram, no último dia 12, de uma reunião nacional para definir estratégias de mobilização em defesa da votação da matéria. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também participou da iniciativa, que busca pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a incluir o projeto na pauta antes do recesso. A CUT esteve representada pela Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora.
Como parte da mobilização, foi lançada uma campanha nas redes sociais cobrando a apreciação imediata da proposta e alertando para a importância de fortalecer os mecanismos legais de combate à violência de gênero.
O que prevê o projeto
De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o PL 896/2023 tipifica como crime a prática, indução ou incitação de violência, discriminação, restrição de direitos ou ofensa à dignidade da mulher motivadas por sua condição de gênero. A pena prevista varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa, podendo ser aumentada quando o crime ocorrer no contexto de violência doméstica ou familiar.
A proposta foi aprovada por unanimidade no Senado Federal e chegou à Câmara com regime de urgência aprovado por 293 votos favoráveis e 158 contrários, dispensando a análise pelas comissões temáticas. Apesar disso, o texto segue aguardando deliberação em plenário.
Congresso conservador dificulta avanço da pauta
Para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, a dificuldade para votação do projeto reflete a atual composição do Congresso Nacional, marcada pela predominância de parlamentares conservadores, o que tem dificultado o avanço de pautas voltadas à promoção da igualdade e à proteção dos direitos das mulheres.
Segundo a dirigente, o combate à violência de gênero exige compromisso político e institucional, além da aprovação de legislações capazes de ampliar a proteção às mulheres e responsabilizar práticas discriminatórias.
Violência contra as mulheres continua crescendo
A mobilização pela aprovação do PL da Misoginia integra a campanha permanente da CUT “Pela Vida das Mulheres, a Luta é de Todos”, iniciativa que busca transformar sindicatos e locais de trabalho em espaços de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência de gênero.
A campanha também está articulada ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e prevê ações de formação sindical, comunicação permanente, inclusão de cláusulas de proteção às mulheres nas negociações coletivas e implementação do Protocolo da CUT de Combate às Violências de Gênero.
Os dados reforçam a urgência do debate. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número da série histórica, representando um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. O cenário evidencia a necessidade de fortalecer políticas públicas, ampliar os mecanismos de proteção e aperfeiçoar a legislação de combate à violência contra as mulheres.
Para a CUT e as entidades que participam da mobilização, a aprovação do PL da Misoginia representa um importante avanço no enfrentamento da violência de gênero, reafirmando que práticas misóginas não podem ser naturalizadas na sociedade, nos espaços públicos, no ambiente de trabalho ou na vida política brasileira.
O Sindsep/MA recebeu, na tarde desta segunda-feira (13), a visita do vice-governador do Maranhão e pré-candidato ao Governo do Estado, Felipe Camarão. O encontro reuniu dirigentes sindicais e servidores públicos federais em um momento de diálogo sobre os desafios enfrentados pela categoria e as perspectivas para o futuro do serviço público.
Historicamente comprometido com a defesa dos direitos da classe trabalhadora, o Sindsep reafirmou, durante a visita, que o diálogo permanente com o campo democrático e progressista sempre foi um dos pilares de sua atuação política e sindical. Para a entidade, fortalecer a interlocução com os setores comprometidos com a valorização do serviço público, da democracia e dos direitos sociais é parte essencial da construção de um projeto que tenha os trabalhadores como prioridade.
A visita também teve um significado pessoal para Felipe Camarão. Antes de ocupar cargos públicos, o vice-governador teve uma passagem pelo Escritório Macieira, Nunes, Zagallo & Advogados como estagiário de Direito. Durante o encontro, ele relembrou um episódio vivido naquele período, arrancando risos dos presentes e destacando a importância da entidade em sua trajetória.
“É uma grande satisfação retornar ao Sindsep, uma entidade que fez parte da minha história e que possui um papel fundamental na organização do movimento sindical maranhense. Poder vir aqui como vice-governador e pré-candidato ao Governo, é motivo de muita alegria e de um enorme respeito por essa instituição”, afirmou Felipe Camarão.
Na ocasião, o presidente do Sindsep, João Carlos Lima Martins, entregou ao pré-candidato uma Carta-Compromisso contendo as principais reivindicações dos servidores públicos federais, com o objetivo de contribuir para a construção de um eventual programa de governo comprometido com a valorização do funcionalismo e o fortalecimento das políticas públicas.
“Mais do que receber uma liderança política, o Sindsep cumpre seu papel histórico de apresentar as demandas da classe trabalhadora a quem pretende governar o Maranhão. Nossa Carta-Compromisso reúne reivindicações construídas pela categoria e representa a expectativa dos servidores por um governo que fortaleça o serviço público, respeite os trabalhadores e amplie os espaços de diálogo social. O Sindsep continuará dialogando com os setores comprometidos com a democracia e com os direitos da classe trabalhadora”, destacou João Carlos Lima Martins.
A direção do Sindsep reforçou que continuará promovendo o diálogo com os pré-candidatos que integram o campo político historicamente identificado com a defesa dos direitos sociais e trabalhistas, entendendo que o movimento sindical deve contribuir para o debate público e para a construção de propostas que atendam aos interesses da classe trabalhadora.
Para a entidade, organizar os trabalhadores também significa fortalecer a consciência política da categoria, evidenciando que os avanços sociais e a valorização do serviço público dependem da atuação de governos comprometidos com a defesa dos direitos dos servidores e da população.