Autor: imprensa sindsep
30 de setembro é o Dia Nacional de Luta
Servidores públicos federais farão 30 de setembro grande mobilização no Dia Nacional de Luta. Serão manifestações e atos em todo o Brasil contra a proposta de reforma administrativa de Bolsonaro.
As ações foram estabelecidas a partir das discussões encaminhadas durante a Plenária nacional da Condsef/Fenadsef ocorrida na primeira semana de setembro. Dentre os objetivos principais da mobilização do dia 30 está a necessidade de construir uma greve geral para a categoria.
“Os sindicatos e nossa Confederação estão empenhados na luta contra essa reforma administrativa do Bolsonaro que visa apenas retirar direitos dos trabalhadores e sucatear os serviços públicos, sem mexer nos privilégios – justificativa do governo para a reforma”, disse Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA.
As medidas contidas na reforma administrativa proposta por Bolsonaro além de diminuir os já muito baixos salários da maioria dos trabalhadores públicos, deixarão a categoria sem estabilidade e sujeita aos desmandos e vontades do gestor de plantão.
Essa justificativa da equipe econômica de que a medida irá atingir apenas os maus servidores é uma falácia, até porque a demissão por mau desempenho já estava prevista na Lei 8.112 de 1990 que dispõe sobre o regime jurídico único dos servidores públicos.
“Na realidade o que eles querem é punir os bons servidores, aqueles que cumprem suas funções de fiscalização, como foi o caso do servidor do IBAMA do Rio de janeiro que aplicou multa por pesca em local proibido no então deputado Bolsonaro e depois quando Bolsonaro foi eleito presidente retirou o cargo do servidor e só não o demitiu por causa da estabilidade prevista na Lei 8.112”, disse Valter Cezar Figueiredo, diretor de Politica Sindical e Formação da Condsef e secretário de Comunicação do Sindsep/MA.
Para combater mais essa agressão aos servidores o Sindsep/MA e respeitando as medidas sanitárias (use máscara) contra a COVID 19 convoca seus filiados a participarem de Ato de desagravo em frente ao Ministério da Economia no dia 30 de setembro e grande carreata dia 4 de outubro com concentração na Praça da Bíblia.
Diário Sindsep Nº 4059– 17/09/2020
Programa a Voz do Servidor 33 – (16-09-2020)
Diário Sindsep Nº 4058 – 16/09/2020
EBSERH – Convocatória da 5ª Reunião da MNNP – 30/09/2020
DN/CF/CDE – Convocatória/Reunião do Conselho Deliberativo de Entidades – 25/09/2020
DESAP – Encontro Nacional dos Servidores da Segurança e Advocacia Pública – 26/09/2020
Bolsonaro quer economizar nas pensões congelando aposentados por 2 anos
O governo Bolsonaro não tem qualquer compromisso com o povo trabalhador do Brasil. Depois de retirar direitos com a reforma trabalhista, impossibilitar a aposentadoria com a reforma da previdência, agora Bolsonaro quer congelar por dois anos os benefícios previdenciários, como aposentadorias, pensões, salário-maternidade, auxílio-doença, salário-família, alegando déficit nas contas públicas.
Não é retirando mais dinheiro dos pobres que o governo irá resolver o problema dos brasileiros que foram empurrados de volta para viver abaixo da linha da pobreza. Bolsonaro precisa entender que só com a taxação das grandes fortunas o governo poderá equilibrar as contas públicas para que o país volte a crescer de forma sustentável e com distribuição de renda entre toda a população.
Para o presidente do Sindsep/MA, Raimundo Pereira, o Brasil não aguenta mais tanta retirada de direitos e que não seria diminuindo o dinheiro de circulação que a economia iria reaquecer. Ainda segundo ele, Bolsonaro não conhece o país que deveria governar.
“Em mais de 500 municípios brasileiros os benefícios previdenciários representam mais de 25% da economia local, portanto o congelamento desses benefícios aumentaria ainda mais o desemprego e a pobreza”, disse Raimundo Pereira.
O movimento sindical continua discutindo e pressionando o Congresso Nacional para a aprovação da taxação de grandes fortunas como pilar para o equilíbrio das contas públicas. “Chega de penalizar os trabalhadores toda vez o capitalismo entra em crise financeira”, reafirmou Raimundo Pereira.
