Servidores da Funai definem plano de luta por Carreira Indigenista

Categoria já recebeu apoio para o Plano de Carreira Indigenista e Plano Especial de Cargos da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, da presidenta da Funai, Joenia Wapichana e do próprio presidente Lula

Servidores da Funai definem plano de luta por Carreira Indigenista

Categoria está mobilizada por PCI/PEC (Reprodução/Sindsep-DF)

Condsef/Fenadsef

Servidores da Funai de treze estados (AM, BA, CE, ES, GO, MG, MS, MT, PA, PE, RJ, RS, SC) e do Distrito Federal participaram nesse sábado, 6, de encontro nacional do Dentma, departamento que reúne servidores da Area Ambiental, Funai e Dnocs, convocado pela Condsef/Fenadsef. Os servidores da Funai definiram um plano de luta para auxiliar na busca da aprovação do Plano de Carreira Indigenista e Plano Especial de Cargos (PCI/PEC). Mobilizada, a categoria já recebeu apoio da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e da presidenta da Funai, Joenia Wapichana. Ambas assinaram recentemente um termo de compromisso pela valorização da carreira e da política indigenista.

>> Confira aqui o termo de compromisso pela valorização da carreira e da política indigenista

No encerramento da 19ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2023), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se comprometeu a encaminhar o Plano de Carreira dos servidores da Funai. Na ocasião, Lula reconheceu a defasagem salarial dos profissionais indigenistas: “Trabalhar na Funai é tão importante quanto em qualquer outra repartição pública. Nós não queremos que os trabalhadores da Funai sejam tratados como de segunda categoria, por isso, com a presidenta Joenia Wapichana, vamos trabalhar na questão do plano de carreira”, afirmou o presidente que registrou o apoio também em suas redes sociais.

No encontro nacional, os servidores definiram que vão organizar atos e vigílias nos estados em defesa do PCI/PEC e se preparam para uma reunião no próximo dia 24 de maio na Secretaria de Gestão de Pessoas e de Relações de Trabalho (SGPRT), ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) . A expectativa é de que os servidores saiam da reunião com um cronograma de análise interna do plano de carreira que ainda deve passar pelos ministérios dos Povos Indígenas, Fazenda e Casa Civil antes de seguir ao Congresso Nacional.

Está no plano de ações dos servidores ainda mobilizar deputados federais, estaduais, vereadores e outras lideranças políticas, buscar audiências públicas e moções favoráveis ao PCI/PEC da Funai nos estados e municípios. As ações devem culminar com um Dia Nacional de Luta no dia 5 de junho quando os servidores Bruno Pereira e Maxciel Pereira, assassinados na região do Vale do Javari, no estado do Amazonas, serão homenageados.

A categoria deve realizar mais uma teleconfência no dia 25 de maio para prepara o ato do dia 5 de junho. A Condsef/Fenadsef reforça que a mobilização e a unidade dos servidores em torno de suas pautas emergenciais são essenciais na busca de avanços dessas reivindicações e os servidores da Funai já estão engajados nesse caminho. No sábado também se reuniram servidores da Area Ambiental e do Dnocs, os relatórios desses encontros devem ser divulgados ainda essa semana.

Servidores denunciam arbitrariedades na Secretaria de Saúde do Estado

Um grupo de Servidores do Ministério da Saúde, lotados na Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão (SES), esteve no Sindsep na manhã de hoje (05), para denunciar a forma arbitrária e desrespeitosa como foram desligados de suas funções na SES.

Ao todo, foram 31 servidores do Ministério da Saúde e da Funasa cedidos ao governo do Estado que desempenhavam atividades há mais de 22 anos na SES e que sem qualquer justificativa ou aviso prévio ficaram sabendo, por lista circulando em grupos de whatsapp, que estavam sendo devolvidos ao Ministério da Saúde.

Em reunião com os servidores, a direção do Sindsep/MA colocou a assessoria jurídica do sindicato à disposição para tomar as medidas jurídicas cabíveis. Ficou decidido ainda que a direção do sindicato irá encaminhar ofício ao secretário de saúde solicitando audiência para tratar do assunto.

A enfermeira Sônia Serra disse estar indignada com o desrespeito e arbitrariedade com que estão sendo tratadas pela secretaria de Estado da Saúde.

“Nós temos mais de duas décadas de dedicação ao Estado e à Secretaria de Saúde atendendo a população e de repente somos surpreendidos com o desligamento sumário de nossas atividades”, disse Sônia Serra.

“Não podemos aceitar pacificamente que pais e mães de família sejam desrespeitados dessa forma. Não é plausível que trabalhadores que estão há mais de 22 anos dedicando suas vidas a cuidar da população tenham suas vidas colocadas de cabeça para baixo depois de tanto tempo sem qualquer explicação”, disse Raimundo Pereira, vice-presidente do Sindsep/MA.

Para ele, o que chama a atenção é o fato de que mesmo não tendo praticamente nenhum custo com os servidores – uma vez que são pagos pelo Ministério da Saúde – a secretaria dispense o serviço qualificado desses trabalhadores e trabalhadoras.

“A saúde em nosso Estado tem muitas deficiências e carência de trabalhadores e mesmo assim o governo do estado está abrindo mão de profissionais extremamente qualificados e que atuam praticamente sem custos para os cofres estaduais”, concluiu o vice-presidente do Sindsep.

Governo inicia tarefa urgente de recompor força de trabalho no setor público

Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que até o fim de maio devem ser anunciados concursos para 4 mil novos cargos públicos no Executivo federal. Só essa semana serão 2 mil. Condsef/Fenadsef lembra que demanda chega a 200 mil

Governo inicia tarefa urgente de recompor força de trabalho no setor público

Divulgação/Gov.Br

Condsef/Fenadsef

Depois do Executivo Federal perder cerca de 150 mil servidores nos últimos seis anos, o governo Lula sinaliza para o início de uma importante e urgente recomposição da força de trabalho no setor público. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, informou que essa semana deverão ser anunciados concursos para 2 mil vagas. A intenção até o final deste mês, ainda segundo a ministra, é abrir 4 mil novos cargos públicos.

A marca deixada por uma política de desmonte dos serviços públicos se revela na deterioração do atendimento à população, cenário responsável por fragilizar o direito de acesso da população brasileira a serviços e políticas públicas. Para a Condsef/Fenadsef essa demanda por concursos é superior a 200 mil novos servidores em todo o Brasil e nas mais diversas areas.

Dados divulgados recentemente pelo jornal Extra apontam que uma em cada três vagas do serviço público federal está desocupada. Como reflexo, a absoluta maioria dos servidores vive hoje uma realidade em que a sobrecarga de trabalho se impõe. Mas é, sem dúvidas, o povo brasileiro quem mais sofre com a destruição do setor público.

Alguns critérios serão levados em conta, segundo Dweck, para a abertura de novos concursos. O número de servidores que se aposentaram e quantos estão para se aposentar nos próximos cinco anos será observado. Areas prioritárias, tempo que não há nenhum concurso e mudança de estrutura que demande pessoal também serão considerados.

A Condsef/Fenadsef, que cobra a retomada das mesas setoriais de negociação, fruto do último acordo firmado com o governo, espera que o governo abra um canal de diálogo com servidores. Os problemas estruturais enfrentados hoje pelo setor público começam na falta de servidores, mas vão além e precisam ser enfrentados. “Em 2019, a força de trabalho do Executivo era 665 mil. Ao final do governo Bolsonaro, eram 501 mil. Isso gera impacto não só no serviço prestado, mas também no trabalho de quem fica, que acaba sobrecarregado e adoece”, resume o secretário-geral da Confederação, Sérgio Ronaldo da Silva.

Para levantar as demandas centrais dos setores de sua base, a Condsef/Fenadsef já deu início a uma série de encontros setoriais. Os encaminhamentos desses encontros serão cobrados junto ao governo. “A mobilização dos servidores é também essencial nesse processo. Precisamos cobrar o atendimento das nossas reinvindicações mais urgentes que vão refletir, com toda certeza, na melhoria dos serviços públicos brasileiros”, acrescentou Sérgio.