Fim da 6X1: Flávio Bolsonaro é contra dois dias de descanso para o trabalhador
Edital de Convocação Nº 016/2026: Assembleia Específica do IPHAN/MA

Bira do Pindaré e Carlos Lula assinam termo de compromisso com pautas da categoria durante encontro com a direção da entidade.
A direção do Sindsep recebeu, nesta segunda-feira (14), o ex-sindicalista e candidato a deputado federal Bira do Pindaré e o deputado estadual Carlos Lula. Durante o encontro, os dois reafirmaram apoio à defesa dos serviços públicos, à valorização dos servidores e assinaram um termo de compromisso com as principais reivindicações da categoria.
A reunião integra uma iniciativa do Sindsep de dialogar com os candidatos sobre as eleições e conhecer suas propostas para áreas que têm impacto direto na vida dos trabalhadores. A entidade considera fundamental que os servidores federais tenham acesso às posições e aos compromissos daqueles que disputam mandatos eletivos.
Mais do que apresentar suas reivindicações, o sindicato pretende ampliar o debate sobre os projetos em disputa e cobrar dos candidatos posicionamentos claros em relação aos serviços públicos, aos direitos trabalhistas e à valorização do funcionalismo federal.
“O Sindsep não pode se colocar à margem dessa disputa política. Cabe ao sindicato, enquanto entidade representativa dos servidores federais, debater os projetos e as políticas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores, principalmente dos servidores federais. É nosso papel apresentar as demandas da categoria, cobrar compromissos e participar do debate sobre o futuro do serviço público e da sociedade”, afirmou o presidente do Sindsep, João Carlos Lima Martins.
A direção da entidade agradeceu a participação de Bira do Pindaré e Carlos Lula e destacou a importância do diálogo direto entre os candidatos e os trabalhadores. Para o sindicato, a presença dos postulantes ao mandato também permite que a categoria conheça melhor suas propostas e avalie os compromissos assumidos com os servidores.
O Sindsep informou ainda que outros candidatos do campo progressista serão convidados para participar de encontros na entidade. A proposta é abrir espaço para que apresentem suas pautas, discutam projetos e dialoguem com a direção e com os representantes dos servidores federais.
A iniciativa reforça o posicionamento político do Sindsep em defesa dos interesses da classe trabalhadora. A entidade destaca que sua atuação não se limita às questões corporativas, mas envolve também a defesa de políticas públicas capazes de garantir melhores condições de vida, trabalho e oportunidades para a população.
O sindicato reafirma que seguirá mobilizado em defesa dos servidores federais, do fortalecimento dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores, acompanhando o processo político e cobrando dos candidatos compromissos efetivos com essas pautas.
Os servidores da Cultura reforçaram a necessidade de diálogo, respeito e condições dignas de trabalho durante a Assembleia Nacional da categoria, realizada na última quinta-feira, 10 de setembro. Entre as principais deliberações está a solicitação de reuniões com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério da Cultura (MinC) para tratar das denúncias encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) envolvendo condições de trabalho e situações de assédio em unidades da Cultura em diversos estados, entre eles Maranhão, Goiás, Pará, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia, Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e o Distrito Federal.
Para os trabalhadores, é fundamental que as denúncias sejam tratadas com seriedade, transparência e celeridade pelos órgãos responsáveis. A categoria reivindica a abertura de canais efetivos de diálogo e a adoção de medidas concretas para garantir um ambiente de trabalho saudável, seguro e livre de qualquer forma de assédio ou perseguição.
Outro ponto de preocupação dos servidores é a relação do Ministério da Cultura com suas entidades representativas. A categoria cobra mais diálogo com o MinC e a retomada de uma Mesa Setorial capaz de discutir, de forma permanente, as demandas dos trabalhadores e os problemas estruturais que afetam o funcionamento dos órgãos da Cultura.
Entre as reivindicações está também a regulamentação do PEC Cultura, medida considerada importante para a valorização e o fortalecimento da carreira dos servidores. A categoria defende que a regulamentação avance de maneira transparente e com participação dos trabalhadores, garantindo critérios justos para o desenvolvimento funcional e o reconhecimento da importância dos profissionais responsáveis pela execução das políticas públicas de cultura no país.
A compensação da greve também esteve entre os temas debatidos na Assembleia Nacional. Os servidores defendem que qualquer processo de compensação considere a realidade dos trabalhadores e seja construído por meio do diálogo com as entidades sindicais, evitando medidas unilaterais que possam penalizar aqueles que participaram legitimamente do movimento em defesa de seus direitos.
Para o presidente do Sindsep/MA, João Carlos Lima Martins, a mobilização local e nacional são fundamentais para que as reivindicações dos servidores sejam efetivamente ouvidas.
“Os servidores da Cultura têm contribuído diariamente para a preservação do patrimônio, para a valorização da cultura brasileira e para o fortalecimento das políticas públicas. Não podemos aceitar que esses trabalhadores sejam submetidos a condições inadequadas de trabalho ou a situações de assédio. É preciso que o Ministério da Cultura e o Iphan estabeleçam um diálogo sério com a categoria e apresentem respostas concretas às denúncias e às reivindicações dos servidores”, afirmou.
João Carlos também destacou a importância da unidade dos trabalhadores para avançar nas pautas da categoria. “A luta pela regulamentação do PEC Cultura, pela progressão funcional, pela correta compensação da greve e por melhores condições de trabalho é uma luta coletiva. O movimento sindical continuará organizado e mobilizado para garantir que os direitos dos servidores sejam respeitados”, ressaltou.
A Assembleia Nacional reafirmou, portanto, a disposição da categoria de seguir mobilizada e fortalecer a organização sindical em âmbito nacional. A defesa de melhores condições de trabalho, valorização profissional e respeito aos servidores é também uma defesa do serviço público e de uma política cultural comprometida com a sociedade brasileira.
O bolsonarista André Mendonça, ministro do STF, tenta repetir, em 2026, o mesmo roteiro da operação Lava Jato. Em 2018, Sérgio Moro (PL-PR) utilizou o sistema de justiça para intervir no processo eleitoral brasileiro, e, oito meses depois, tornou-se Ministro da Justiça do candidato que ele beneficiou.
Em decorrência daquela intervenção golpista, o País enfrentou anos de retrocesso nas pautas da classe trabalhadora, destruição de políticas públicas, retirada de direitos pelas contrarreformas trabalhista, da previdência e privatizações. Nesse mesmo período, o Banco Master foi autorizado a funcionar e floresceu na gestão de Roberto Campos Neto, o primeiro presidente do Banco Central “autônomo” (Lei Complementar 179/2021) que adotou medidas de flexibilização do mercado em nome da “modernização”.
Se alguma autoridade, mancomunada com a podridão do capital financeiro, cometeu alguma irregularidade, que seja investigada como qualquer cidadão. Mas não é disso que se trata a esdrúxula decisão de afastar o Diretor e o Chefe da Inteligência da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
Trata-se de uma clara tentativa de virar no tapetão o jogo das eleições. Tentativa que não prosperou porque outra decisão do STF já reintegrou ambos em suas funções. Por que eles incomodaram o Ministro André Mendonça? Seria porque foi o Diretor Andrei Rodrigues que conduziu a operação Carbono Oculto que atingiu os 40 fundos de investimento controlados pelo PCC na Faria Lima? Ou porque a Operação Compliance Zero, que investiga o Master, terá que chegar nos fundos de pensão do Rio de Janeiro e outros estados, atingindo amigos e aliados? E quanto a Leandro Almada, a insatisfação com ele seria porque foi esse delegado que se recusou a participar da operação que bloquearia o deslocamento de eleitores da região nordeste nas eleições de 2022?
Para a Condsef/Fenadsef, a presença de golpistas no topo das instituições, as indecentes emendas parlamentares, o caso Master e o avanço das máfias sobre a economia formal são demonstrações práticas de como a formação e a proteção das grandes fortunas no capitalismo brasileiro estão imbricadas com práticas imorais e criminosas sistemáticas, e com a corrosão deliberada dos mecanismos de controle público.
A conclusão é incontornável: somente uma reforma profunda nas instituições, a começar por uma reforma política radical, pode começar a passar o país a limpo.
Crimes financeiros da natureza e magnitude do Banco Master impõem o dever de investigações amplas da totalidade dos envolvidos que, não esqueçamos, inclui sobretudo a ação de governadores e presidentes de partidos políticos que abasteceram o buraco sem fundo do Master com bilhões de fundos de pensão de servidores de seus estados e municípios.
A Condsef/Fenadsef reafirma a defesa de uma reforma política profunda que permita a concretização das reivindicações dos servidores e empregados públicos e do conjunto da classe trabalhadora brasileira, como o auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas, o fim das distorções salariais, a equiparação de benefícios entre os três poderes, o fim da escala 6×1, a reversão das privatizações, a revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária, o aumento do salário mínimo ao nível do calculado pelo Dieese, o fim dos privilégios no Judiciário e no Exército, o fim do arcabouço fiscal derrubando os juros que destinam R$ 1 trilhão por ano a rentistas e banqueiros, o fim das emendas parlamentares, a reforma agrária, a destinação de recursos para o financiamento de políticas públicas universais e de qualidade, a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas para financiar as despesas do Estado, entre outras medidas que deveriam estar ocupando o debate eleitoral.
Direção da Condsef/Fenadsef