Em um momento de grande divisão política e social como o que vivemos, é fundamental reforçar uma mensagem que não pode ser esquecida: o trabalhador tem o direito de escolher livremente em quem votar. Nenhum patrão, chefe, dirigente ou superior pode pressionar, ameaçar ou constranger um trabalhador para que vote em determinado candidato.
O voto é secreto e a livre manifestação política e eleitoral é um direito garantido. O local de trabalho não pode ser transformado em espaço de pressão política, muito menos em instrumento para impor aos trabalhadores interesses que não são os seus.
O chamado assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder para tentar interferir na escolha política ou eleitoral de outra pessoa, por meio de ameaças, constrangimentos, promessas de vantagens ou qualquer outra forma de pressão. Além de ser uma grave violação dos direitos dos trabalhadores, essa prática pode configurar crime e deve ser denunciada às autoridades competentes.
Para o presidente do Sindsep, João Carlos Lima Martins, os trabalhadores precisam estar atentos e não aceitar nenhum tipo de intimidação.
“O trabalhador é livre para votar em quem quiser. Nenhum patrão pode determinar o voto de seus empregados, muito menos ameaçar o emprego, o salário ou qualquer outro direito em razão da escolha eleitoral. O voto é secreto e deve ser respeitado. O Sindsep está ao lado dos trabalhadores para combater toda forma de assédio, perseguição e pressão no ambiente de trabalho. Se houver tentativa de interferência no voto, é importante reunir informações, guardar provas e denunciar.”
A luta sindical sempre esteve ligada à defesa da democracia, dos direitos e da dignidade dos trabalhadores. E defender a democracia também significa defender o direito de cada trabalhador exercer sua cidadania sem medo e sem sofrer qualquer tipo de retaliação.
É importante lembrar ainda que os interesses dos trabalhadores nem sempre são os mesmos interesses dos patrões. Enquanto os trabalhadores lutam por salários dignos, melhores condições de trabalho, valorização profissional, serviços públicos de qualidade, aposentadoria e direitos sociais, determinados grupos econômicos defendem projetos que atendem prioritariamente aos seus próprios interesses.
Por isso, a escolha eleitoral deve ser consciente e soberana, feita por cada trabalhador de acordo com sua própria convicção.
Nenhum voto pode ser imposto. Nenhum trabalhador deve ser intimidado. Nenhum patrão está acima da lei.
O Sindsep orienta os trabalhadores a permanecerem atentos e a denunciarem qualquer tentativa de assédio ou pressão eleitoral. Democracia se faz com liberdade, respeito e participação. O voto do trabalhador pertence somente ao trabalhador.
A luta da CUT e das demais centrais sindicais por uma jornada de trabalho mais justa, sem redução de salários e que garanta o descanso necessário aos trabalhadores e trabalhadoras, ontem deu um grande passo. Com a ajuda do governo e seus líderes foi debatida e aprovada na CCJ do Senado.
O fim da escala 6×1 representa uma conquista histórica na luta dos trabalhadores e trabalhadoras por mais dignidade, tempo para a família, saúde e qualidade de vida. Essa é uma reivindicação antiga do movimento sindical, construída ao longo de décadas de organização, mobilização e resistência. Agora, essa luta chega a um momento decisivo: a proposta será apreciada hoje, quarta-feira, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.