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Trabalhadores da Ebserh decidiram acatar a proposta e mediação feita pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Renato Lacerda Paiva. A consulta foi feita através de assembleias em todos os Estados e a maioria aceitou suspender a greve por tempo indeterminado que começaria ontem,18 para ouvir a proposta mediada que será apresentada hoje, 19, pelo TST.
Com a decisão a categoria suspende temporariamente o movimento paredista mas mantem o estado de greve em todas as unidades do país. Depois da apresentação da proposta os sindicatos realizarão novas assembleias para analisar os itens modificados e deliberar pelas medidas que serão tomadas em torno do ACT 2019/2020.
Na reunião no TST, o vice-presidente, ministro Renato Lacerda Paiva, afirmou que acredita na possibilidade de melhoria da proposta da empresa. A expectativa da categoria é de que um consenso possa ser alcançado e os direitos já assegurados pelo atual ACT possam ser mantidos. “O estado permanente de greve e mobilização é fundamental nessa etapa do processo, portanto, todos atentos. Juntos vamos vencer os obstáculos”, reforçou Sérgio Ronaldo.
No Maranhão os trabalhadores decidiram por ampla maioria suspender a greve por tempo indeterminado, mas mantendo o estado de greve. Foi deliberado ainda que a nova proposta deverá ser avaliada pela categoria na próxima sexta-feira, 21 em assembleia a ser realizada no Hospital Universitário Presidente Dutra.
“Esperamos que finalmente possamos chegar a um acordo que contemple os anseios da categoria, uma vez que até agora o processo de negociação com a empresa não surtiu resultados e direitos assegurados no atual ACT estão ameaçados”, disse José Carlos Araújo Junior, diretor de organização e política sindical do Sindsep/MA e empregado da Ebserh.
Com informações de www.condsef.org.br
Hoje os trabalhadores estão mostrando ao país inteiro que não aceitarão perder o direito a aposentadoria. A greve geral convocada em conjunto por todas as centrais sindicais está parando o país de norte a sul e os trabalhadores estão mais uma vez unidos contra a reforma da previdência e o corte de verbas para o setor público.
Os trabalhadores unificados conseguiram em 2017 barrar a reforma da previdência do TEMER através das grandes mobilizações e a realização de da maior greve dos últimos anos.
“Agora estamos mais uma vez ocupando as ruas para dizer não a essa reforma do Bolsonaro. Não podemos aceitar a retirada de direito a aposentadoria aos mais pobres enquanto as camadas mais ricas continuam a manter seus privilégios”, disse Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA.
Depois da primavera de junho de 2013 a mobilização popular voltou a ser o grande instrumento de mudanças políticas e sociais em nosso país. Com isso maior parte da população começa a enxergar a legitimidade da ocupação das ruas e acredita que a greve geral de hoje conseguirá barrar a proposta de reforma da previdência do governo Bolsonaro.
Direito à greve
No Brasil, os trabalhadores têm direito à greve assegurado na Constituição Federal e regulamentado por lei específica desde 1989 (Lei 7.783). De acordo com o artigo 9º da Carta Magna e com o artigo 1º da lei de 1989, “é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.
O Secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva informa que todas as exigências legais para exercício do direito dos trabalhadores foram atendidas. “Nós comunicamos o governo com antecedência, no último dia 6, sobre a decisão da categoria dos servidores públicos federais de aderir à Greve Geral. Como o nosso direito está garantido pela Constituição Federal, acreditamos e confiamos que não haverá nenhum tipo de retaliação por parte do governo. Nosso protesto é legítimo e seguiremos fortes na luta em defesa da Previdência Social”.