Fim da escala 6×1: o primeiro passo foi dado, agora é hora de pressionar o presidente do Senado!

A luta da CUT e das demais centrais sindicais por uma jornada de trabalho mais justa, sem redução de salários e que garanta o descanso necessário aos trabalhadores e trabalhadoras, ontem deu um grande passo. Com a ajuda do governo e seus líderes foi debatida e aprovada na CCJ do Senado.

Mesmo diante de uma forte campanha capitaneada pelo senador Flávio Bolsonaro em defesa de setores contrários à mudança, a PEC que acaba com a escala 6×1 avançou na CCJ do Senado. Dos 27 membros da Comissão, apenas quatro senadores votaram contra; Rogério Marinho (PL-RN) – coordenador da campanha de Flavio Bolsonaro, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) – ex-vice presidente de Bolsonaro, Teresa Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). Os demais votaram a favor. Agora o Projeto de Emenda à Constituição precisa ser pautado e votado no Plenário do Senado.

Para ser aprovada, a proposta precisa de 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. Por isso, a pressão popular e a mobilização das entidades sindicais são fundamentais neste momento.

Depois de perder a votação na CCJ, o senador Flavio Bolsonaro pediu ao presidente Alcolumbre que não pautasse a votação no Plenário da casa, porque segundo ele, a aprovação do fim da escala 6×1 iria beneficiar a reeleição do presidente LULA

O movimento sindical, as centrais sindicais e os trabalhadores precisam cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que coloque a matéria em votação no Plenário o quanto antes.

A escala 6×1 não é apenas uma discussão sobre jornada de trabalho. É uma discussão sobre qualidade de vida, saúde, tempo com a família, descanso e dignidade para quem trabalha.

Para o presidente do Sindsep/MA, João Carlos Lima Martins, essa é uma reivindicação justa dos trabalhadores(as) e que precisa ser aprovada com urgência.

“São milhões de brasileiros que trabalham seis dias para ter apenas um dia de descanso. Reduzir essa jornada significa reconhecer que o desenvolvimento do país não pode ser construído às custas do esgotamento dos trabalhadores”, afirmou o presidente João Carlos

Trabalho digno também significa ter tempo para viver.

É hora de os trabalhadores, sindicatos e toda a sociedade se mobilizarem. O Senado precisa ouvir a voz das ruas e cumprir seu papel.

Pautar a PEC no Plenário é urgente. Votar pelo fim da escala 6×1 é avançar na direção de um Brasil com mais direitos, mais dignidade e mais qualidade de vida para quem trabalha.

Pelo fim da escala 6×1: é hora de pressionar o Senado!

O fim da escala 6×1 representa uma conquista histórica na luta dos trabalhadores e trabalhadoras por mais dignidade, tempo para a família, saúde e qualidade de vida. Essa é uma reivindicação antiga do movimento sindical, construída ao longo de décadas de organização, mobilização e resistência. Agora, essa luta chega a um momento decisivo: a proposta será apreciada hoje, quarta-feira, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Os membros da CCJ se reúnem a partir das 9h para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição, que já tem parecer favorável do relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.

Para o presidente do Sindsep/MA, João Carlos Lima Martins, todos precisam estar unidos e mobilizados para derrubar de vez essa jornada exaustiva e ultrapassada. “Essa não é uma reivindicação apenas de quem ainda trabalha nessa escala degradante e injusta, essa é uma luta de toda a sociedade. Por isso, o Sindsep/MA também está nas trincheiras contra a escala 6×1”, disse o presidente João Carlos.

Não estamos a falar apenas de uma mudança na jornada de trabalho. Estamos falando de um novo modelo de relações de trabalho, que reconheça que a vida não pode ser resumida ao tempo que o trabalhador passa produzindo. Quem trabalha seis dias para descansar apenas um, precisa ter o direito de viver, conviver com seus filhos, cuidar da saúde, estudar, participar da comunidade e ter momentos de descanso e lazer.

Reduzir a jornada e superar a escala 6×1 é uma medida de justiça social e também pode contribuir para uma economia mais dinâmica. Trabalhadores com mais tempo de descanso e melhores condições de vida tendem a ter mais saúde, disposição e produtividade. Além disso, o aumento do tempo livre pode estimular o comércio, os serviços, o lazer e outras atividades econômicas. Portanto, não se trata de escolher entre trabalhadores e desenvolvimento: valorizar quem trabalha é também fortalecer a economia.

Por isso, este é o momento de mobilização. A aprovação da proposta na Câmara dos Deputados mostrou que existe força social e política para avançar. Agora, precisamos fazer chegar aos senadores uma mensagem clara: a classe trabalhadora quer o fim da escala 6×1 e exige que o Senado cumpra o seu papel.

É fundamental que sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais, trabalhadores e toda a sociedade pressionem os senadores. Esse é apenas o primeiro passo no Senado, depois precisa ser aprovado no Plenário da casa. Cada ligação, mensagem, publicação e manifestação conta. “Precisamos cobrar publicamente o voto favorável e deixar claro que estaremos atentos à posição de cada parlamentar”, afirmou o presidente do Sindsep/MA, João Carlos Lima Martins.

Orçamento de 2027: superávit para quem?

O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2027 anunciando um cenário de superávit e reafirmando compromissos com o controle das contas públicas. Para alcançar esse resultado, entretanto, a proposta mantém regras de contenção dos gastos, condiciona a política salarial do funcionalismo e prevê aumento dos recursos destinados às emendas parlamentares.

Para os servidores públicos, que há anos enfrentam perdas salariais acumuladas e dificuldades para recuperar o poder de compra, esse cenário merece atenção e mobilização. Não podemos aceitar que o equilíbrio das contas públicas seja construído, mais uma vez, às custas dos trabalhadores e daqueles que mantêm os serviços públicos funcionando diariamente.

O discurso de responsabilidade fiscal não pode servir como justificativa permanente para limitar reajustes, impedir a recomposição das perdas inflacionárias e postergar a valorização dos servidores.

Também chama atenção o aumento dos recursos destinados às emendas parlamentares. Recursos públicos precisam atender às necessidades da população e garantir direitos, e não transformar o orçamento em instrumento de negociação política.

A proposta que chega ao Congresso ainda será debatida, modificada e votada. É justamente nesse espaço que a mobilização dos trabalhadores precisa estar presente. O orçamento não é apenas uma peça técnica: ele expressa escolhas políticas e define quem será beneficiado e quem continuará pagando a conta.

Por isso, o movimento sindical precisa acompanhar de perto a tramitação do Orçamento de 2027, pressionar deputados e senadores e apresentar propostas que garantam a recomposição das perdas salariais, a valorização das carreiras e o fortalecimento do serviço público. Não podemos deixar que as decisões sobre o futuro dos trabalhadores sejam tomadas sem a participação daqueles que serão diretamente afetados.

Para o presidente do Sindsep/MA, João Carlos Lima Martins, mais do que acompanhar a votação, é necessário construir força política. “Nas eleições, será fundamental eleger uma bancada comprometida com os trabalhadores, com o serviço público e com a defesa dos direitos sociais. Precisamos ampliar a representação de parlamentares que tenham compromisso com a valorização dos servidores e estejam dispostos a enfrentar a lógica de ajuste que coloca os trabalhadores sempre como variável de contenção das despesas”, afirmou o presidente João Carlos.

O orçamento é uma disputa de prioridades. E os trabalhadores precisam estar organizados para disputar essas prioridades. A defesa da recomposição salarial, da valorização do servidor e de um serviço público forte passa pela mobilização sindical, pela pressão sobre o Congresso e também pela construção de uma representação política verdadeiramente comprometida com os interesses da classe trabalhadora.

Nenhum direito se conquista sem luta, e nenhum orçamento será justo se os trabalhadores não tiverem força para disputar seus rumos.