Brasil perde mais de 40% dos recursos disponíveis a fiscalização do trabalho
Inspeção do trabalho resgata 942 pessoas escravizadas e garante direitos e reparação
Condsef/Fenadsef
A agenda de atividades em defesa dos serviços públicos está intensa essa semana. A Condsef/Fenadsef integra várias dessas atividades e convoca suas entidades filiadas e a maioria dos servidores do Executivo a participar. A partir dessa terça-feira, 26, até o dia 1o de fevereiro debates, participação no Fórum Social Mundial (FSM), reuniões, assembleia da Ebserh no Ceará, atos dos servidores da Cultura, Funasa e Incra, carreatas e uma vigília no Congresso Nacional e panelaço estão no calendário. Confira a seguir a agenda completa e participe. Em defesa de um programa de vacinação ampla, em defesa do SUS, dos serviços públicos, contra as privatizações e contra a reforma Administrativa. Vamos todos e todas juntos.
9h – Reunião do conselho político da Auditoria Cidadã da Dívida
9h às 12h – Plenária com participação dos movimentos sociais e centrais sindicais para discutir cronograma e atividades do próximo período
10h – Live do Fonasefe no FSM
15h – Reunião do Fórum da Cultura

14h – Assembleia dos empregados e empregadas da Ebserh do Ceará que vão debater o processo de mobilização da categoria em torno do ACT 2020/2021
9h – Reunião da Direção Executiva da Condsef/Fenadsef para discutir encaminhamentos e demandas da semana
16h – Reunião com a direção da Funasa para discutir protocolo que impõe o retorno imediato dos servidores ao trabalho presencial
16h – Live da Condsef/Fenadsef no FMS “A importância dos serviços públicos no Brasil”

10h – Ato na porta da sede do Incra em Brasília. Protesto contra a expulsão e despejo do prédio de entidades que estão no local há mais de 30 anos como Cnasi e Sindsep-DF

Abrindo o mês de fevereiro e a próxima semana, a segunda-feira, 1o, será Dia Nacional de Lutas com programação ao longo de todo o dia. Carreatas serão realizadas em diversos estados. Em Brasília, a partir das 12h, com concentração no Palácio do Buritis, a Condsef/Fenadsef e o Sindsep-DF organizam uma carreata que sairá em direção ao Congresso Nacional onde o Fonasefe fará uma vigília com ato às 14h para entregar uma pauta de reivindicações do conjunto dos servidores aos candidatos à presidência da Câmara e do Senado. Às 20h um panelaço nacional está sendo convocado em defesa da vacina contra a Covid-19 gratuita e para todos.
Após milhares de pessoas ocuparem as ruas em todo o Brasil contra o descaso do governo Bolsonaro no combate à pandemia de coronavírus, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, autorizou abertura de inquérito contra o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello para apurar responsabilidades no horror que aconteceu em Manaus quando dezenas de pacientes morreram por falta de oxigênio.
Com isso, o general agora é oficialmente investigado e pesam sobre ele denúncias gravíssimas de que ele tinha conhecimento pelo menos duas semanas antes de que haveria falta de oxigênio para atender a demanda dos pacientes de covid em Manaus.
Mesmo sendo impensado, essa atitude já não causa espanto em mais ninguém, afinal, o ministro segue estritamente a cartilha negacionista e irresponsável do presidente.
O que causa estranheza é que mesmo com todas as atitudes do presidente Bolsonaro endossando e fazendo propagando de tratamento precoce com medicamento que a comunidade cientifica já rejeitou para o tratamento de covid 19, desrespeitando a obrigatoriedade do uso de máscaras e desautorizando o distanciamento social, ele ainda esteja sendo protegido pelas instituições que deveriam zelar pelo cumprimento das Leis e a proteção da população.
Para o presidente do Sindsep/MA, Raimundo Pereira, somente a pressão do povo ocupando aas rus poderá forçar o Congresso Nacional pautar com seriedade a discussão do impeachment do presidente Bolsonaro.
Até agora o governo estava blindado e agora com a pressão das ruas as Instituições estão se movimentando a reboque das mobilizações.
“Foi só a população se unir e mesmo com medo da contaminação por covid, mas respeitando os protocolos da OMS, ocupar as ruas de todo o país para a Procuradoria Geral da República finalmente tomar uma providencia contra o ministro Pazuello. Agora precisamos continuar pressionando para a investigação chegar ao chefe dele e o Congresso encaminhar o processo de impeachment desse genocida”, disse Raimundo Pereira.
A CUT, demais centrais sindicais e o conjunto dos movimentos sociais ocuparam as praças, ruas e avenidas de todo o país durante o fim de semana para defender a vida, vacinas para todos, manutenção do auxílio emergencial e principalmente o impeachment do genocida Bolsonaro.
Em São Luís, o Sindsep/MA, a CUT/MA e demais movimentos sociais, convocaram as suas bases, que mesmo com medo de contaminação, mas usando máscaras e respeitando o distanciamento social, foram às ruas na sexta-feira, 22, à tarde com uma grande concentração na Praça Maria Aragão, e logo em seguida centenas de manifestantes saíram em caminhada carregando faixas e cartazes denunciando as atrocidades desse governo para ocupar a ponte do São Francisco.
Já no sábado à tarde foi realizada uma grande carreata que cruzou a cidade para mostrar à população a necessidade de termos vacinas para todos e que isso só será possível com a participação maciça da população e o impeachment do Bolsonaro.
Para o presidente da CUT no Maranhão, as centrais sindicais e os movimentos sociais devem massificar as mobilizações de rua para pressionar o Congresso a admitir o processo de impeachment do presidente ou então os brasileiros sofrerão ainda muito mais.
”Enquanto esse genocida estiver no poder, as pessoas continuarão a morrer sem oxigênio, o caos nos hospitais de todo o país tende a aumentar e continuaremos a ver nossos familiares sucumbindo a essa doença maldita”. Disse Manoel Lages, presidente da CUT Maranhão.
Para Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA, a mobilização mostra que a sociedade está cansada da política irresponsável adotada pelo Governo Federal. “O brasileiro não suporta mais essa política genocida do Governo Federal. São episódios e mais cenas de irresponsabilidades que levaram o Brasil a esse patamar que ele se encontra no momento. Mas, nós que compomos os movimentos sociais, iremos nos manter em prontidão para lutar em favor de todos os brasileiros”, afirmou.