Iniciou-se hoje, 31 (quarta-feira), o Curso de Argumentação para Lideranças Sindicais, no Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), na Rua Crescêncio Raposo, em Pedreiras/MA.
O curso tem como público alvo os dirigentes sindicais da região, e tem como objetivo a apresentação de mecanismo de argumentação para o aprimoramento do discurso utilizado pelas lideranças sindicais com a sua base no dia a dia.
Ontem, 30, foi o último dia de curso em Imperatriz, e na próxima sexta e sábado, 02 e 03/02, o curso acontecerá em Caxias.
O governo Temer alterou regras do sistema de saúde dos servidores públicos federais em todo o pais, através de uma portaria publicada no último dia 26, no Diário Oficial da União.
Com a desculpa de cortar gastos, o trabalhador vai bancar pelo menos metade do valor do plano de saúde e milhares poderão ficar sem cobertura.
A portaria determina que os novos servidores públicos concursados não tenham mais direito ao plano de saúde e aqueles estão na ativa, terão que se adaptar às novas regras em um período máximo de quatro anos.
Entre os dependentes dos servidores, só poderão permanecer no plano os filhos e companheiros conjugais. Os pais terão que ser definitivamente excluídos. A principal alteração, entretanto, mexe no bolso. O governo que arcava com cerca de 75% dos gastos com saúde, pagará no máximo 50%.
As normas passam a valer para todas as 147 empresas públicas do país, incluindo bancos, ministérios e autarquias. Os trabalhadores dos Correios e da Infraero serão os mais atingidos, pois atualmente contam com até 95% de gastos com a saúde garantidos pelo governo.
O Sindsep/MA em conjunto com outras entidades sindicais, está realizando até hoje, 30, o Curso de Argumentação Política para Lideranças Sindicais, na cidade de Imperatriz.
O curso é voltado para os dirigentes sindicais da região, e tem como finalidade, apresentar mecanismo de conversação, tendo em vista o fortalecimento do movimento sindical, que nesses últimos anos vem sofrendo duros ataques do Governo Federal.
Curso de Argumentação para Lideranças Sindicais em Imperatriz
Segundo Milton Pomar, profissional de Marketing, que está ministrando o curso, é necessário que essa atividade tenha como foco a preparação, mesmo que em um tempo reduzido, do dirigente sindical, para que ele possa trabalhar a política da entidade dentro da categoria, utilizando seu poder de argumentação no sentido de motivar novos filiados a virem fazer parte de uma entidade de representação classista.
O evento, que encerra hoje em Imperatriz, terá sua continuidade amanhã, 31, e quinta, 01 de fevereiro, em Pedreiras, encerrando essa semana em Caxias, nos dias 02 e 03/02, sexta e sábado.
“Esse momento é de grande importância para todos os trabalhadores, pois precisamos aprender a dialogar com as nossas bases e com a sociedade em geral. É necessário termos a propriedade das nossas realidades, para que possamos fortalecer ainda mais os sindicatos, e assim, lutarmos contra os desmandos diários que têm como alvo principal os trabalhadores”, declarou Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA.
O mercado de trabalho brasileiro encolheu pelo terceiro ano seguido, com o fechamento de 20.832 postos de trabalho com certeira assinada ao longo de 2017. Desde de 2015, quando as demissões passaram a superar as contratações, a economia brasileira perdeu 2,87 milhões de empregos formais. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira 26 pelo Ministério do Trabalho.
O saldo negativo do ano passado é a diferença entre as contratações o número de contratações, 14.635.899, e as demissões, 14.656.731. Mesmo assim, o resultado do ano passado foi o melhor em três anos, desde 2014, quando o saldo entre postos de trabalho abertos e fechados foi positivo em 420,69 mil.
Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregos formais existentes. Esse é o estoque mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no país. Ao final de 2016, o Brasil tinha 38,32 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada.
Para o Ministério do Trabalho, no entanto o resultado de 2017 significa estabilidade do emprego no país. “É um resultado que veio dentro das expectativas. Todas as estimativas de mercado apontavam para algo próximo da estabilidade no emprego”, avaliou o coordenador-geral de Estatística do ministério, Mário Magalhães.
Apenas no mês de dezembro houve o fechamento de 328.539 vagas, resultado de 910.586 admissões e 1.239.125 desligamentos.