São Luís grita FORA BOLSONARO

Milhares de jovens, mulheres e homens de todos os segmentos sociais ocuparam as ruas de São Luís no último sábado, 24 de julho para protestar contra o governo Bolsonaro e os reflexos de sua necropolítica nos setores da saúde, educação, empregos e a alta preocupante dos preços.

Os manifestantes fizeram a concentração na praça Deodoro e seguiram em passeata até a Praia Grande. Durante todo o percurso representantes dos movimentos sociais, estudantil e sindical fizeram uso do microfone para denunciar o caos instalado no Brasil por conta de um governo incapaz, corrupto e que não respeita a democracia e o povo brasileiro.

Os servidores públicos também estiveram presentes em grande número acompanhados dos diretores do Sindsep/MA para protestar contra o desmonte do setor público e a PEC 32 (reforma administrativa) que se aprovada irá acabar de vez com os serviços públicos.

“Toda a população precisa entrar nessa luta contra a reforma administrativa ou correremos o risco de colapso nos hospitais públicos e demais serviços essenciais, o que atingirá principalmente a camada mais carente da sociedade”, disse Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA

Em todo o país a tônica foi a mesma e em mais de 300 cidades milhões de brasileiros ocuparam as ruas e praças com o lema “vacina no braço e comida no prato” para exigir vacinas para todos, auxílio emergencial de 600 reais, fim da reforma administrativa e o impeachment de Bolsonaro.

Para o presidente da CUT Maranhão, Manoel Lages, o Brasil está passando por um momento muito grave e a saída para esse cenário passa necessariamente pela destituição do presidente Bolsonaro.

“Todos os dias algum membro do governo ou o próprio Bolsonaro são denunciados por atos de corrupção ou atentados à Democracia e o país não aguenta mais tanto descaso com o povo e com as instituições brasileiras. FORA BOLSONARO JÁ”, disse Manoel Lages.

 

Movimentos sociais realizam “Fora, Bolsonaro”

Acontece amanhã, 24, em todo o Brasil, os atos “Fora, Bolsonaro”.

Mais de 300 atividades estão programadas em todo o país e no exterior.

Aqui em São Luís, o evento vai acontecer na Praça Deodoro, a partir das 9h, com a mobilização dos sindicatos, centrais, movimentos sociais e sociedade civil organizada.

Outras cidades maranhenses também irão realizar os atos, como são os casos de Imperatriz, Açailândia, Santa Inês, Pinheiro e Pedreiras.

A pauta do dia nacional de mobilização é pelo impeachment já, contra o desemprego e a fome; pelo auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia; vacina já para todos e todas e contra a reforma Administrativa e as privatizações.

Cresce cada vez mais no Brasil e no mundo a lista de cidades onde foram confirmados atos no próximo sábado (24) pelo “Fora, Bolsonaro”.

Uma das organizadoras dos atos pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, a CUT reafirma as bandeiras de luta prioritárias da Central, que devem ser associadas pela militância, trabalhadores e trabalhadoras ao movimento ‘Fora, Bolsonaro e Seu Governo’: Luta contra as privatizações; Luta contra a reforma Administrativa; Reforma Tributária Justa Solidária e Sustentável; Por salário, emprego, trabalho decente e renda; Contra a inflação, carestia e a fome; Vacina para todos; Auxílio emergencial de R$ 600; Defesa da agricultura familiar e luta por segurança e soberania alimentar.

Com informações repassadas pela CUT

Sindsep/MA volta à normalidade das suas atividades laborais

O Sindsep/MA voltará à normalidade de suas atividades laborais a partir de segunda-feira, 26, funcionando de 08 às 12h, e de 14 às 18h.

O retorno segue as novas medidas de flexibilização apresentadas pelo Governo do Maranhão através de decreto válido até o dia 30 de julho.

Conforme o decreto a flexibilização engloba: Cinema e teatro: liberados; evento com até 200 pessoas em ambientes fechados; evento com até 400 pessoas em ambientes abertos e ventilados; administração pública estadual: 100% da capacidade; Igrejas: liberados; grupo de risco vacinado pode retornar ao trabalho após 30 dias; comércio, indústria, bares, restaurantes, shoppings, academias e supermercados: sem restrição de horários, com regras sanitárias.

“A partir do dia 26, voltaremos a funcionar dentro da normalidade do nosso horário, algo só possível através da observação criteriosa da Direção, que de acordo com os argumentos apresentados pelo Governo do Maranhão, entendeu ser possível, com todas as medidas sanitárias de segurança, voltar à normalidade, ou ao novo normal”, comentou João Carlos Lima Martins, diretor de Administração, Patrimônio e Finanças do Sindsep/MA.

Segundo o Governo do Maranhão, dos 217 municípios do Maranhão, 145 estão com alta produtividade na vacinação. Apenas 72 cidades estão no patamar mais baixo de imunização e, por conta disso, não receberão as novas doses.

Depois de longos 8 meses, o estado registrou novamente queda no número de casos ativos de Covid-19.

Na última segunda-feira (19), o Maranhão tinha um total de 34.687 registros. No domingo (18) eram 34.759.

“Todas as medidas sanitárias serão obedecidas. Vale lembrar que o Sindsep/MA nunca parou, apenas funcionou em horário reduzido, e agora iremos voltar ao horário normal. Precisamos mante\r as lembranças dos nossos amigos que partiram, pessoas que ajudaram a construir esse sindicato e que não conseguiram vencer a Covid-19. A manutenção do sindicato na batalha da salvaguarda dos direitos trabalhista e na busca por uma sociedade melhor é a forma de homenagearmos quem partiu”, enfatizou Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA.

Dirigentes da CUT reforçam protagonismo das mulheres no #24JForaBolsonaro

No próximo dia 24 de julho, os atos “Fora, Bolsonaro”, irão ecoar por todo o Brasil. Serão centenas de atividades no país e no exterior.

Aqui em São Luís, o evento vai acontecer na Praça Deodoro, a partir das 9h, com a mobilização dos sindicatos, centrais, movimentos sociais e sociedade civil organizada.

Outras cidades maranhenses também irão realizar os atos, como são os casos de Imperatriz, Açailândia, Santa Inês, Pinheiro e Pedreiras.

A pauta do dia nacional de mobilização é pelo impeachment já, contra o desemprego e a fome; pelo auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia; vacina já para todos e todas e contra a reforma Administrativa e as privatizações.

A participação das mulheres é importante

 São muitas as palavras que podem definir Jair Bolsonaro (ex-PSL), mas o adjetivo ‘misógino’ – quem tem aversão às mulheres – traduz muito bem o que ele é, por isso desde a eleição em 2018, as mulheres foram protagonistas na luta contra Bolsonaro com as manifestações pelo “Ele não”. Pouco mais de dois anos depois, elas voltam a levantar as suas vozes com o “fora, Bolsonaro” e no próximo sábado, 24, estarão em massa nas ruas pedindo impeachment do pior presidente da história do Brasil.

A avaliação é feita pela secretária-Geral da CUT, Carmen Foro, e também pela secretária da Mulher Trabalhadora da Central, Juneia Batista. Para elas, a presença maçica nos atos prova que as mulheres não se conformam com os desaforos proferidos pelo presidente da República, com a péssima gestão do seu governo, falta de empatia com o povo que mais sofre, denúncias de corrupção e o descaso no enfrentamento a pandemia do novo coronavírus.

E como se tudo isso não bastasse para se destituir um presidente ainda tem a misoginia. Bolsonaro costuma ofender jornalistas mulheres em suas entrevistas coletivas; disse que sua filha foi uma ‘fraquejada’ após ter quatro filhos; que educou seus filhos e que por isso eles não namorariam uma mulher preta, e ainda quando era deputado federal, em 2014,  disse à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) que não a estupraria porque ela era feia. Por esta ofensa foi condenado a pagar uma indenização por danos morais.

Para Carmen Foro, não é a toa que 59% das mulheres querem o impeachment de Bolsonaro, como mostrou a última pesquisa Datafolha.

“Ainda bem que as brasileiras rechaçam este governo assassino. É um governo misógino que ataca cotidianamente as mulheres em seus direitos e na vida. Ele é violento, desconstrutor da história de luta das mulheres enquanto mães, em suas vidas, em suas famílias e em seus trabalhos”, afirma Carmen, ao convocar as mulheres a participarem ainda mais dos atos do próximo dia 24 (sábado).

Além de misógino, Bolsonaro pode ainda ser definido como homofóbico, racista e corrupto, acrescenta a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista.

‘”Não temos um governo, temos um psicopata que utiliza seu exército nas redes digitais para atacar a tudo e a todos que se opõem a ele. Bolsonaro não se importa com o sofrimento das mulheres, as mais atingidas pelo desemprego na pandemia”, diz Juneia

Para a dirigente, as mulheres só perderam no governo Bolsonaro. A reforma  da Previdência que penaliza as viúvas e seus filhos;  a redução do auxílio emergencial para as chefes de família de R$ 1.200 para R$ 375, o que aumenta a fome das famílias brasileiras, são exemplos desse descaso.

“É preciso ir para as ruas colocar nossas bandeiras de luta. Se cada dirigente levar duas mulheres ao ato do dia 24, mesmo aquelas que não estão organizadas em sindicatos, teremos uma grande presença feminina nos atos, Brasil afora”, diz .

Juneia ressalta que 25 (domingo),  após um dia do ato pelo fora Bolsonaro, é de acordo com o calendário da ONU, o “Dia da Mulher Negra Latina- Americana e Caribenha”, e este é mais um motivo para as brasileiras irem às ruas, ou demonstrem a sua insatisfação com este governo colocando bandeiras e faixas em suas casas.

“Todas as formas de protesto são válidas. Quem puder faça panelaço, quem puder ir pras ruas, vá, leve seu repúdio, escreva até mesmo num papel almaço o seu protesto e demonstre a sua indignação”, conclui Juneia.

Com informações repassadas pela CUT.